Laboratório de Química do Estado Sólido
 LQES NEWS  portfólio  em pauta | pontos de vista | vivência lqes | lqes cultural | lqes responde 
 o laboratório | projetos e pesquisa | bibliotecas lqes | publicações e teses | serviços técno-científicos | alunos e alumni 

LQES
lqes news
novidades de C&T&I e do LQES

2017

2016

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

LQES News anteriores

em foco

hot temas

 
NOVIDADES

Esponjas de nanocelulose.

Um novo material absorvente foi obtido a partir de pesquisas sobre a madeira. Trata-se de uma esponja de nanocelulose quimicamente modificada que, no futuro, poderá ajudar na luta contra as catástrofes causadas pelo vazamento de petróleo e outros hidrocarbonetos no mar, lagos e cursos de água.

Este material leve absorve as manchas de óleo, mantendo-se na superfície da água e, em seguida, pode ser facilmente recuperado. O material absorvente é produzido de maneira ecológica a partir de fibras de madeira ou sub-produtos provenientes da agricultura.



Evidências de comportamento tanto hidrofóbico quanto oleofílico da nanocelulose quimicamente modificada: uma gota de água (de cor azul) "rola" sobre a nanocelulose enquanto uma gota de óleo (de cor vermelha) é absorvida.

Créditos: Empa


Todas as nações industriais consomem grandes quantidades de petróleo que são frequentemente transportadas para o seu destino final através navios-tanque ou barcaças usando vias fluviais navegáveis. Qualquer avaria nestas embarcações pode resultar em uma "maré negra". O método de limpeza mais ecológico após um vazamento de petróleo é a absorção do filme de óleo sobrenadante. Os investigadores do Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology (Empa, Suíça), Tanja Zimmermann e Philippe Tingaut em colaboração com Gilles Sebe da Universidade de Bordeaux (França), desenvolveram um material absorvente altamente eficaz, que separa seletivamente a película de óleo da água e é, em seguida, facilmente recuperado: uma esponja de nanocelulose quimicamente modificada por "sililanização". Em testes de laboratório, estas esponjas puderam absorver até cinquenta vezes o seu peso em óleo mineral ou óleo de motor conservando a sua forma original, o que permite sua remoção da água com uma simples pinça. A intenção é melhorar ainda mais estas esponjas para usá-las, não só no laboratório, mas em acidentes reais. Para isso o Empa está à procura de um parceiro industrial.



Remoção da esponja de nanocelulose da água: uma facilidade!

Créditos: Empa

Produção em uma etapa a partir da celulose de plantas...

A celulose nanofibrilada (CNF), o material de base destas esponjas, é obtido a partir de matérias-primas celulósicas, tais como fibras de madeira, palha, ou o papel reciclado, os quais são diluídos em água e, em seguida, processados mecanicamente por cisalhamento a altas pressões. Em seguida é usado um processamento mecânico. Neste momento, há a formação de um gel que contém longas e finas fibras de celulose interligadas.

Quando a água contida na pasta fluida é substituída por ar através do processo de liofilização é obtida uma esponja de nanocelulose que absorve muito bem o óleo e não a água. Este material é vertido em água e, neste ponto, ainda não é adequado para o uso em pesquisa. Os investigadores Empa conseguiram alterar as propriedades químicas da celulose nanocristalina numa única etapa pela adição no gel de uma molécula de um alcoxissilano reativo antes da liofilização. Isto faz com que a esponja de nanocelulose perca suas propriedades hidrofílicas, já não é mais "molhada" pela água, e se liga com os compostos oleosos.

No laboratório, esta esponja de nanocelulose "sililada" absorve dentro de alguns segundos até cem vezes o seu próprio peso em substâncias-testes diferentes, tais como o óleo de motor, óleo de silicone, álcool ou clorofórmio. As esponjas de nanocelulose "sililadas" têm várias propriedades desejáveis: é altamente absorvente, flutua na superfície da água, mesmo quando completamente embebidas, e também é biodegradável.

Empa (Tradução MIA/OLA).


Nota do Scientific Editor - A matéria que deu origem a esta notícia de título: "Ultralightweight and Flexible Silylated Nanozellulose Sponges for the Selective Removal of Oil from Water", de autoria de Zhang Z., Sèbe G., Rentsch D., Zimmermann T and Tingaut P., foi publicada no periódico Chemistry of Materials, vol. 26, número 8, pág. 2659-2668, 2014, DOI: 10.1021/cm5004164.


Assunto Conexo:

Celulose oriunda de lixo pode transformar-se em nanofibra biodegradável.


<< voltar para novidades

 © 2001-2017 LQES - lqes@iqm.unicamp.br sobre o lqes | políticas | link o lqes | divulgação | fale conosco