Laboratório de Química do Estado Sólido
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Citoxicidade de nanomateriais

Um dos mais relevantes aspectos na nanotoxicologia está ligado ao estudo da interação de nanomateriais, seus compósitos ou formas funcionalizadas com biossistemas. Esses estudos, fundamentalmente, procuram dar respostas às questões relacionadas com a toxicidade dos nanomateriais frente às células de microrganismos dentro da perspectiva da avaliação, de um lado, dos riscos e, de outro, dos benefícios atribuídos a estes nanossistemas. Neste último aspecto, destacam-se os nanomateriais com propriedades antibacterianas ou anticancerígenas, situações estas englobadas numa área específica denominada nanomedicina.

O Laboratório de Química do Estado Sólido (LQES) do Instituto de Química da Unicamp desenvolveu, nos últimos anos, o óxido de grafeno (GO) e o óxido de grafeno decorado com nanopartículas de prata (GOAg) que vêm se transformando numa plataforma promissora para várias aplicações, tais como: membranas filtrantes com propriedades antibacterianas e filmes com propriedades de “UV-shielding” (proteção contra radiação UV), quando associados com o polímero biodegradável acetato de celulose. Estas tecnologias fazem parte do portfólio de patentes da Agência de Inovação Inova Unicamp colocado à disposição das empresas para licenciamento.

Através de uma colaboração entre o LQES e o Laboratório de Leishmaniose e Cultura de Células (LABLEISH) do Instituto de Biologia da Unicamp, o sistema GOAg tem sido estudado, dentro da perspectiva do entendimento de como este nanocompósito interage com células, dado que este conhecimento é crucial para o caso de uma possível aplicação biomédica. Nesta pesquisa foi estudada a citotoxicidade do GO e do GOAg frente a macrófagos murinos, mais especificamente, a linhagem tumoral J774 e os macrófagos peritoneais coletados de camundongos Balb/c.

Os resultados destes estudos acabam de ser publicados online no periódico Journal of Nanobiotechnology (“Comparative in vitro toxicity of a graphene oxide-silver nanocomposite and pristine counterparts toward macrophages”) e apontaram que o GOAg foi mais tóxico que o GO e mesmo as nanopartículas de prata pristinas, para ambos os macrófagos, apesar de apresentar um menor grau de internalização pelo macrófago. Observou-se, ainda, que o nanocompósito GOAg apresentou um efeito de estresse oxidativo (ROS) muito elevado.



Esquema da internalização do nanocompósito GOAg no macrófago.

Créditos: L.A.V. de Luna (LQES)

Frente a estes resultados, os pesquisadores dos dois laboratórios coordenados pelo Profs. Oswaldo Luiz Alves (LQES) e Selma Giorgio (LABLEISH), estão dando continuidade a estas pesquisas voltando-se para uma melhor compreensão do mecanismo de toxicidade do nanocompósito GOAg nos diferentes macrófagos.

LQES NEWS - Ano XIV – no 339, 02 de abril de 2016 - (OLA).


Nota do Scientific Editor O artigo que deu origem a esta notícia de título: “Comparative in vitro toxicity of a graphene oxide-silver nanocomposite and pristine counterparts toward macrophages”, de autoria L.A.V. de Luna, A.C.M. de Moraes, S.R. Consonni, C.D. Pereira, S. Cadore, S. Giorgio and O.L. Alves foi publicado online no periódico Journal of Nanobiotechnology, volume 14 (12), 2016, DOI: 10.1186/s12951-016-0165-1.


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