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Nanopartículas passam através da barreira protetora do cérebro.

As nanopartículas de dióxido de titânio, utilizadas em numerosos produtos - de pinturas a protetores solares -, podem alterar a barreira hematoencefálica que protege o cérebro de elementos tóxicos, segundo um estudo conduzido in vitro, indicou o CEA (Comissariado de Energia Atômica) francês.

Os resultados sugerem que a presença de nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) poderia estar na origem de uma inflamação cerebrovascular. Uma exposição crônica a estas nanopartículas "poderia ter como consequência sua acumulação no cérebro, com o risco de perturbação de certas funções cerebrais", precisa o CEA em um comunicado.

Em 2008, um estudo com ratos já havia mostrado que, após uma instilação nasal, nanopartículas de dióxido de titânio foram detectadas no cérebro do mesmo, particularmente no bulbo olfativo e no hipocampo, uma estrutura que tem papel-chave para a memória. Os pesquisadores quiseram saber como estas nanopartículas podiam se encontrar no cérebro, que é protegido dos elementos tóxicos por uma estrutura particular: a barreira hematoencefálica.



Feixes de nanotubos de dióxido de titânio. Na escala nanométrica, a toxicidade e a ecotoxicidade dos materiais diferem fortemente daquilo que elas apresentam nas escalas micro ou macroscópica.

Créditos: Argonne National Laboratory, Wikepédia CC.


As nanopartículas de TiO2 rompem a barreira protetora do cérebro.

Equipes do CEA e da Universidade Joseph Fourier, de Grenoble, França, reconstituíram um modelo celular dessa barreira protetora, associando células endoteliais (aquelas da parede dos vasos sanguíneos), cultivadas sobre uma membrana semipermeável, e células gliais (para o sistema nervoso).

Graças a este modelo, que apresenta as principais características da barreira hematoencefálica existente no homem, os pesquisadores colocaram em evidência que uma exposição in vitro aos nano-TiO2 leva à sua acumulação nas células endoteliais. Resulta, também, numa ruptura da barreira de proteção, associada a uma inflamação.

Émilie Brun e seus colegas igualmente constataram uma diminuição da atividade de uma proteína (P-glicoproteína), cujo papel é bloquear as toxinas susceptíveis de penetrar no sistema nervoso central, segundo os resultados publicados, on-line, na revista Biomaterials.

Futura Science (Tradução - MIA).


Nota do Scientific Editor: o trabalho que deu origem a esta notícia: "In vitro evidence of dysregulation of blood-brain barrier function after acute and repeated/long-term exposure to TiO2 nanoparticles", de autoria de Emilie Brun Marie Carrière e Aloïse Mabondzo, foi publicado na revista Biomaterials, volume 33, número 3, pág. 886-896, 2012, DOI 10.1016/j.biomaterials.2011.10.025.


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