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A saúde deve temer os quantum dots ?

Frente ao desembarque provável, num futuro próximo, das nanopartículas em nossa vida quotidiana, os estudos toxicológicos das mesmas se multiplicam. Um dos últimos refere-se ao poder de penetração, através da pele, dos quantum dots. Aparentemente (embora pequenos) os riscos não são nulos, não devendo, portanto, ser negligenciados.

A doutora Nancy Monteiro-Riviere trabalha com dermatologia e toxicologia em uma das universidades da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Publicou na revista Nano Letters, em 2007, resultados de estudos sobre o poder de penetração, através da pele, de entidades nanotecnológicas bem conhecidos: os fulerenos, moléculas em forma de bola de futebol, ou buckyballs. Mostrou, então, que os mesmos podem rapidamente penetrar em uma pele sadia, com a única condição de que esta seja dobrada, "pregueada" de modo repetitivo. Ela acaba de realizar testes similares com outras entidades, das quais se fala muito, e isso, em parte, devido sua manifestação estética: os quantum dots.

Trata-se de nanopartículas, às vezes descritas como átomos artificiais, em razão dos níveis de energia discretos que possuem, análogos àqueles de um átomo de Bohr. Dissolvidas, e em função de seu tamanho, elas permitem obter líquidos fluorescentes de todas as cores do arco-íris. Os pesquisadores os utilizam em suas pesquisas sobre assuntos tão diversos quanto a telefonia quântica, computadores quânticos ou sensores. Esses quantum dots, já comercializados, servem também de corantes e de traçadores de movimentos de certas células ou moléculas em biologia e medicina.


Penetração por uma ferida, mesmo que mínima

Nancy Monteiro-Riviere expôs a pele de ratos a quantum dots por períodos de 8 e 24 horas. Considerou os casos em que a pele estava intacta, dobrada, ligeiramente ferida por arranhões de uma fita adesiva e, enfim, aquela que fora abrasada com um objeto rugoso.

Os resultados desses testes, que Monteiro-Riviere acaba de publicar na revista Skin Pharmacology and Physiology com seu orientando, Leshuai Zhang, mostram que lesões na pele permitem penetração, e isso, quaisquer que sejam as formas, o tamanho e a natureza dos materiais que compõem os quantum dots. Pequenos cortes ou arranhões superficiais são suficientes para que essas nanopartículas entrem na corrente sanguínea.

Os riscos pedem cautela! Não somente não se trata de estudos sobre a pele humana mas, sobretudo, nada permite extrapolar o valor desses resultados sobre longos períodos de tempo. Quais são, de fato, os riscos que correm uma pessoa que trabalhe com nanotecnologias usando esse tipo de entidade e que, portanto, está exposta durante um longo período de tempo?





As belas cores geradas por quantum dots em suspensão.

Crédito: Andrey



Os estudos têm prosseguimento e, em particular, os pesquisadores estão pensando em testes com a pele humana.

Futura Science, 03 de julho, 2008 (Tradução - MIA).


Nota do Scientific Editor: o artigo que deu origem a esta notícia, de título "Assessment of Quantum Dot Penetration into Intact, Tape-Stripped, Abraded and Flexed Rat Skin", de autoria de L.W. Zhang e N.A. Monteiro-Riviere, foi publicado na revista Skin Pharmacology and Physiology, em junho de 2008.


Assuntos Conexos:

Nanopartículas injetadas no interior de células via nanoagulha de nanotubos de carbono.

Tese defendida no LQES focaliza nanocompósitos e nanoestruturas de semicondutores das famílias II-VI e IV-VI.

Fabricado o primeiro monitor usando quantum dots.

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