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NOVIDADES

Peixes "sentem na pele" os efeitos da nanotecnologia.

Que a nanotecnologia tenha vindo para ficar, parece ser ponto pacífico. Contudo, é sempre bom ter os olhos abertos para as novidades. Pensando assim, Eva Oberdörster e seus colegas da Southern Methodist University (Texas) realizaram experimentos e apresentaram os resultados em um congresso da American Chemical Society. Foi um balde de água fria no ânimo de muitos adeptos da nanotecnologia!

Também, pudera, - os pesquisadores mostraram que moléculas de carbono quase-esféricas, os chamados fulerenos, quando em uma diluição aquosa de 0,5 partes por milhão, podem provocar na perca da América (peixe acantopterígio, de água doce, da família dos pércidas) danos cerebrais e alterações no fígado. Ao final de 48 horas de exposição, os peixes apresentaram uma taxa de peroxidação lipídica (que permite medir a destruição dos tecidos do cérebro) 17 vezes superior à média e ainda modificações de determinados genes do fígado.

A descoberta dos fulerenos, nos anos 80, causou certa revolução na ciência, oferecendo potenciais de desenvolvimento extremamente interessantes para as nanotecnologias, mormente em domínios de aplicações variadas: eletrônica, lubrificantes, medicamentos. Entretanto, pouquíssimos trabalhos foram conduzidos objetivando medir o impacto desse tipo de composto sobre a saúde humana e o meio ambiente.

Os resultados obtidos com a perca da América trazem preocupações aos pesquisadores. Sabem que prudência é bom, e que deve ser exercitada, pois podem existir riscos. Contudo, lembram que se tratam apenas de estudos preliminares. Verificar a real toxicidade dos fulerenos, certamente está, ou deveria estar, entre os objetivos dos cientistas.

Houston Chronicle, March 29, 2004. (Tradução/Texto - MIA)

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