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NOVIDADES

Nanomateriais : ainda é difícil a avaliação dos eventuais riscos.

Toxicidade

Materiais mais leves e mais flexíveis com a presença de nanotubos de carbono, têxteis que destroem odores através de compostos baseados em nanoprata embutida em suas fibras, creme dental mais eficaz graças ao poder abrasivo de nanopartículas...

Desde o final da década de 1990, os nanomateriais não estão mais simplesmente nos laboratórios de pesquisa, mas fazem parte de um número considerável de aplicações industriais em produtos de consumo do dia-a-dia.


Efeitos difíceis de serem avaliados

Mesmo se os efeitos na saúde dos nanomateriais são difíceis de avaliar, a Agência Nacional de Segurança Alimentar, Ambiente e Trabalho da França (ANSES) emitiu, no mês de maio, relatório que chama a atenção sobre a toxicidade potencial destes materiais.

De fato, se o perigo de partículas finas na atmosfera está ligado ao seu tamanho de alguns mícrons, o que as torna capazes de penetrar profundamente em nosso corpo, o que aconteceria com as nanopartículas, que são mil vezes menores?



Nanomateriais: são necessários mais estudos sobre seus riscos.

Créditos: ANSES


Esta nova síntese de todos os estudos científicos publicados sobre o tema realizado pela ANSES faz uma atualização sobre a evolução do conhecimento desde o último relatório publicado pela Agência em 2010.


"Tóxico para o homem"

O relatório confirma que alguns destes materiais microscópicos podem ser "tóxicos para os seres humanos", e coloca a necessidade de "estabelecer, sem demora, um enquadramento regulamentar europeu reforçado."

Entretanto, cada nanomaterial apresenta características físico-químicas particulares. Na verdade, de acordo com a opinião da ANSES "sua toxicidade e ecotoxicidade variam, não somente segundo as famílias de nanomateriais, mas também dentro das próprias famílias como, ainda, durante seu ciclo de vida em função do meio-ambiente onde se encontra"

Apesar dos estudos que tem levado à classificação destes materiais terem se multiplicado nos últimos anos, eles permanecem "insuficientes", segundo a ANSES.

Para complicar as coisas, três vias de exposição aos nanomateriais devem ser consideradas em humanos: inalação (rota principal para o trabalhador) , ingestão (via predominante para a população em geral) e contato com a pele .


Sobre a declaração de nanomateriais

Numerosos estudos realizados in vitro e in vivo em animais de laboratório (ratos, camondongos ) mostram um grande número e uma ampla variedade de efeitos adversos graves: atraso no crescimento, malformações ou alterações no desenvolvimento ou na reprodução, modificações genéticas, efeitos cancerígenos. Impactos sobre sistema nervoso central e fenômenos de imunossupressão também foram relatados ...

Segundo Dominique Gombert, diretor de avaliação de risco da ANSES: "Nós não estamos dizendo que todos os nanomateriais são perigosos. Grandes incertezas permanecem a respeito de seus efeitos sobre a saúde e o meio ambiente e, por isso, as pesquisas devem ter continuidade."


Para uma melhor avaliação do risco

Para validar os testes de toxicidade nas condições experimentais de cada laboratório, "é imperativo desenvolver a avaliação de nanomateriais de referência."

Se for possível, é até mesmo desejável, estabelecer classes de nanomateriais. Sua relevância para os dados atualmente disponíveis para a avaliação de riscos ainda é uma matéria em debate.

A ANSES concluiu sua análise recomendando que "dada a complexidade do campo 'nano' e as incertezas atuais, os resultados deveriam ser necessariamente reavaliados em intervalos regulares."

A Agência incentiva o público (associações de cidadãos, redes sociais, profissionais de saúde) a contribuir mais nestas questões. Em termos da pesquisa científica, o trabalho para se chegar a uma visão mais clara dos problemas, é certamente muito grande.

Sciences et Avenir (Tradução- MIA/OLA).


Assuntos Conexos:

Nanoriscos.


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