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Nanotecnologias : convergência ou divergência ?

No âmbito de sua atividade prospectiva, a rede européia ERA-NET SKEP (Scientific Knowledge for Environmental Protection), que reagrupa 17 ministérios de agências que financiam a pesquisa sobre o meio ambiente em 11 países diferentes, acaba de publicar os resultados impressionantes de uma pesquisa realizada no fim de 2007.

748 peritos, oriundos da esfera pública (80%) e da comunidade científica (65%), expressam suas opiniões sobre a hierarquia de riscos e sua irreversibilidade, a necessidade de regulações no campo da convergência entre as nanotecnologias, as biotecnologias, as tecnologias da informação e as ciências cognitivas. As nanopartículas livres são consideradas de alto risco para 41% das pessoas sondadas e tendo efeitos desconhecidos para 32,7% dentre elas. Estes são os dispositivos nano-bio que suscitam a maior desconfiança social. A maioria dos respondentes estima que é preciso adaptar as legislações atuais: 69% para a etiquetagem, 73% para a traçabilidade, 59% para a confiança dos produtores, 66% para modificar o regulamento Reach, 71% para proteger os trabalhadores.

Na cabeça das ações prioritárias, os sondados colocam a informação e a discussão pública (46,2%).

A sondagem já foi apresentada na Cité Internationale Universitaire de Paris (França) , no último 28 de fevereiro, diante de cinqüenta peritos europeus, reunidos em oficina de prospectiva, sob a organização da ADEME (Agência Francesa de Meio Ambiente e Uso da Energia) e do MEDAD (Ministério da Ecologia, Energia, Desenvolvimento Sustentável e Ocupação Territorial da França).

Nessa ocasião, Bernadette Bensaude Vincent, filósofa e historiadora de ciências, da Universidade de Paris X explicitou o "novo regime da ciência e de produção dos saberes" que emerge desde 1980. Terminou a abordagem linear baseada sobre o motor exploratório da curiosidade, o controle único dos pares, os quadros disciplinares e universitários...





Capa do documento contendo os resultados da pesquisa.



Estamos, doravante, num modo de pesquisa puxado pelo aplicativo, organizado de maneira transdisciplinar e multissituado, e sensível à competitividade internacional. "Hoje, a objetividade não é mais a garantia pela autoridade acadêmica, mas pelas experiências pluralistas abertas às partes que se interessam pela oferta", sublinhou ela. As fronteiras se esfumam entre o inanimado, a matéria e o espírito, entre a natureza e os artefatos, entre técnica e política. O programa NBIC - (definido pelo relatório americano de 2002) é uma extensão à sociedade da convergência das ciências em um projeto técnico. Ora, certos cientistas consideram que o real resiste e que as políticas que defendem esse programa ameaçam a autonomia das ciências".

E conclui "Pode-se defender a convergência sem aderir aos valores tecnocráticos que subentendem o projeto americano?"

VivaAgora, 17 de março, 2008 (Tradução - MIA).


Nota do Scientific Editor: o Relatório completo de que trata a pesquisa pode ser acessado em http://www.skep-era.net/site/files/WP6 _ deliverable6.3.pdf.

NBIC é um acrônimo para Nanotechnology, Biotechnology, Information Technology and Cognitive Science, usado de forma corrente como o termo mais popular para as tecnologias emergentes e convergentes. Foi introduzido no discurso público através da publicação "Converging Technologies for Improving Human Performance", um relatório financiado, em parte, pela U.S. National Science Foundation.


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