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Substituição de substâncias perigosas : - mais uma das aplicações das nanotecnologias ?

No momento, as nanotecnologias não contribuem de modo excepcional para aumentar a substituição de substâncias perigosas por substâncias mais seguras. Entretanto, peritos estão confiantes que uma tal utilização dessas nanotecnologias poderá ser considerada para o futuro.

Estas duas afirmações decorrem de um estudo efetuado pelo STOA (Scientific Technology Options Assessment) sobre o papel das nanotecnologias na substituição de produtos químicos.

O objetivo do projeto foi oferecer uma visão de conjunto da utilização atual das nanotecnologias para substituir as substâncias químicas perigosas, visando identificar novas aplicações de nanotecnologias utilizáveis para reduzir os perigos ligados às substâncias perigosas.

Os pesquisadores realizaram uma análise documental aprofundada e discutiram longamente com experts, em nível individual, e também por intermédio de um workshop organizado no âmbito do parlamento europeu.





Nanotecnologia no lugar de substâncias perigosas.

Créditos: Rice University



O estudo realizado pelo STOA mostrou-se único no gênero. De fato, a pesquisa concernente ao potencial das nanotecnologias para a substituição de substâncias químicas perigosas não tem sido objeto de grande atenção.

Tendo isto em mente, os autores recomendam que, no futuro, workshops sejam organizados a fim de diminuir a distância entre a ciência e a indústria. Aliás, é importante considerar a necessidade de estudos de casos detalhados e fundamentados em análises de ciclos de vida integrais.

As nanotecnologias já fizeram uma incursão importante no que diz respeito aos substitutos de substâncias químicas perigosas em dois mercados: o de revestimentos e o de catalisadores. As superfícies antiadesivas de revestimentos resistem a tudo aquilo que poderia aderir sobre elas, à sujeira, por exemplo. Estas últimas possuem igualmente propriedades biocidas que impedem que organismos vivos "colem" sobre elas.

Do mesmo modo, as nanotecnologias são igualmente utilizadas nos catalisadores. Entretanto, os autores observam que a pesquisa nessa área já foi efetuada em escala nano. Assim, é difícil determinar em que medida os desenvolvimentos futuros poderão ser atribuídos às nanotecnologias.

Não obstante, em geral, as nanotecnologias agem progressivamente sobre o meio ambiente e a performance em termos de segurança, num grande inventário de competências e de diversos modos, sublinham os autores.

"Atualmente, as nanotecnologias e conceitos nanotecnológicos oferecem diversos melhoramentos progressivos da composição de materiais de base, de revestimentos ou produtos existentes", lê-se no relatório. "Esses melhoramentos caminham em diversas direções e visam freqüentemente melhorar várias propriedades ao mesmo tempo". Do ponto de vista da substituição, as abordagens nanotecnológicas nem sempre levam a uma substituição imediata de uma substância perigosa, mas geralmente podem conduzir ao desenvolvimento de um produto ou de um processo que respeite mais o meio ambiente".

Cordis Europa (http://cordis.europa.eu), consultado em 22 de julho de 2007 (Tradução - MIA).


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