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Nanopartículas novamente na berlinda.

Cientistas da Universidade da Califórnia (UCSD), em San Diego (EUA), e o Veterans Affairs Medical Healthcare System, La Jolla, também em San Diego, concluíram recentemente que as nanopartículas magnéticas podem constituir um risco para a saúde.

As experiências revelaram que as partículas de óxido de ferro de menos de 10 nm de diâmetro interferem negativamente no desenvolvimento das células nervosas. Paralelamente, outros estudos in vitro do National Institute of Standards and Technology (NIST), EUA, concluíram também que nanotubos de tamanho inferior a 200 nm podem ser nocivos às células pulmonares dos humanos.

Por conta disso, os pesquisadores recomendaram que se realizem ensaios com animais. Os testes permitirão não só avaliar os efeitos tóxicos dos nanomateriais em organismos vivos, mas também identificar os tipos de nanomateriais de maior toxicidade.

Atualmente, a National Science Foundation (NSF, EUA) investe quase 10 vezes mais no desenvolvimento de nanomateriais do que em pesquisas para prevenir seus efeitos tóxicos. O professor de Ciências dos Materiais, Shunho Jin, da UCSD, afirma: "queremos que se incrementem as investigações em estudos como o nosso, tentando determinar que tipos de materiais são mais tóxicos e como se pode evitar essa toxicidade".





Nanopartículas, facetadas, de óxido de ferro.

Créditos: Universidade do Texas, Arlington (EUA)


As nanopartículas de óxido de ferro estão sendo testadas em todo o mundo para melhorar as imagens obtidas por ressonância magnética e para eliminar as células cancerosas. Injetando nanopartículas de óxido de ferro em pacientes, antes da realização de um MRI (Imagiamento por Ressonância Magnética), o contraste da imagem obtida é bastante melhorado; quanto ao tratamento do câncer, consiste em aquecer as nanopartículas injetadas com um campo magnético externo, baseando-se na teoria de que as células cancerosas podem ser eliminadas mais facilmente com calor do que as células normais.

"Numerosos grupos no mundo todo tentam utilizar nanopartículas magnéticas para todo o tipo de bio e nanotecnologias", acrescenta Jin. O problema está em que todos eles "tendem a pressupor que as nanopartículas de óxido de ferro são material biocompatível, enquanto nosso estudo indica o contrário, ou seja: não o são". E prossegue: "Descobrimos que, inclusive em quantidades moderadas, afetam negativamente a interação e transmissão de sinais das células nervosas entre si".

EETimes, April 13, 2007 (Tradução - MIA).


Nota do Managing Editor: a ilustração que figura nesta notícia não faz parte da matéria original e foi obtida em www.google.com.


Assuntos conexos:

Screening para partículas tóxicas.

Terapia mata, com nanopartículas, tumor cancerígeno.

Delivery de medicamentos: entram em cena os minúsculos mensageiros magnéticos.

Purificação da água: nanopartículas novamente em ação.


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