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Nanotecnologia : quando tamanho não é documento.

O investimento do governo federal em pesquisa na área de nanotecnologia vem crescendo nos últimos anos. Em 2003, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destinou R$ 5 milhões para as quatro redes nacionais (Nanoestruturados; Biotecnologia; Nanotecnologia Molecular e de Interfaces; Nanodispositivos Semicondutores e Materiais Nanoestuturados). Nesse ano, o repasse foi da ordem de R$ 8 milhões. Além do apoio a pesquisas e institutos, o tema foi incluído nos editais dos Fundos Setoriais de Energia, Petróleo e Verde Amarelo. A fatia faz parte, também, do Plano Plurianual 2004/2007, em que serão destinados R$ 77 milhões para o programa de desenvolvimento da nanociência e da nanotecnologia.

O investimento, entretanto, exige qualidade, pois o avanço desse conhecimento terá que ter reflexos na sociedade e na economia do país. "Não basta ser nanométrico para ser considerado nanotecnológico. É preciso ter propriedades de pequeno", alertou o vice-coordenador do Instituto do Milênio de Materiais Complexos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Oswaldo Alves. Ele abriu o ciclo de palestras da 1º Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na tarde do dia 18 de outubro, no auditório da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB).




"Não basta ser nanométrico para ser considerado nanotecnológico. É preciso ter propriedades de pequeno".


Com o tema Nanotecnologia: quando o tamanho não é documento, Alves fez um contraponto sobre a importância e avanço da pesquisa nesta área. "A minha visão não é futurista, mas resulta de conceitos reais e passíveis de serem utilizados". Ele exemplifica que, para ser nano, o sapato não precisa ser pequeno, mas sim, ser fabricado com materiais que usem propriedades decorrentes dos efeitos de tamanho.


Acaso

Alves mostrou que, com base nos estudos da química, física, biologia e engenharia a nanotecnologia tem longa história, possui base teórica sólida e tem sido olhada com seriedade nos últimos 30 anos. "Os estudos, por exemplo, para a criação do microscópio eletrônico de tunelamento, em 1981, foram fundamentais para que pudéssemos ter acesso ao mundo nanométrico", explicou.

A Nanotecnologia está baseada no conjunto de propriedades ligadas à escala nanométrica. Um nanômetro, bilionésima parte do metro, 300 mil vezes menor que o fio de cabelo: "Estruturas com estas dimensões estão presentes em várias coisas do nosso cotidiano, como no computador e nas plantas". Apesar de crescente, ainda é difícil conseguir, com 100% de certeza, materiais nanoestuturados que tenham sido criados "por encomenda". "Muitas vezes o sucesso é obtido por acaso. Mas a proposta é, com tempo, tornar isto possível", explicou Alves.


ALGUMAS ÁREAS EM QUE A NANOTECNOLOGIA AVANÇA NO MUNDO


Área
Aplicação
Células combustíveis Baterias do tamanho de uma pilha, com 10 vezes mais energia.
Nanopartículas
Protetor e bloqueador solares, vidros autolimpantes, tintas mais resistentes.
Nanocompósitos
Embalagens, membranas, espumas.
Auto-organização
Sensores, dispositivos e reatores químicos e circuitos eletrônicos moleculares.
Química de superfície
Catalisadores
Encapsulamento
Controle de insetos, entrega de drogas ("drug release").



Participação

Apesar de disseminada em diferentes áreas do conhecimento, a nanotecnologia necessita do setor produtivo para incrementar seu desenvolvimento e expandir a produção. O investimento é notório, mesmo sem um programa definido. "O avanço é muito claro na área de nanopartículas, mas precisa ser ampliado para outras áreas como a eletrônica, fármacos e a de diagnóstico". Ele acrescenta que a parceria entre academia, governo e iniciativa privada é fundamental para o futuro da pesquisa nanotecnológica e científica no Brasil.


Serviço

1a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece de 18 a 24 de outubro, em 28 estados brasileiros. No Distrito Federal, a UnB e o Ministério da Ciência e Tecnologia são os responsáveis pela execução das atividades. A programação completa está no site www.unb.br/deg/snct.

Nota do Managing Editor: Este material foi primeiramente veiculado pela Assessoria de Imprensa da Universidade de Brasília, em 19 de outubro de 2004 (inclusive foto). No texto original foram feitas algumas correções e pequenos adendos, no sentido de tornar a informação mais correta possível. Os autores do texto original foram comunicados sobre as intervenções realizadas, mas optaram por manter, no site da UnB, o texto original, argumentando que o mesmo continha a informação jornalística correta.


Veja mais:

A propósito da Nanotecnologia.

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